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sábado, 26 de janeiro de 2008

"A vida é curta demais para ficarmos com raiva o tempo todo..."

Meus caros amigos, um feliz 2008! -sempre há tempo para desejar energia positiva ás pessoas-

Em primeiro lugar, o Parabellum não morreu, apesar de ter agonizado esse fim de ano, estou de volta já pensando em mudar o layout do site, para melhor, espero.
O motivo do meu post hoje não é para comentar isso, e sim um filme que fora lançado em 1998, tendo em
Edward Norton sua estrela principal, intitulado:

"A OUTRA HISTÓRIA AMERICANA"
American History X



Nos final da década de 90, um camarada me recomendou que visse esse filme, dizendo que era muito bacana e interessante, porém não comentou nada de relevante sobre o mesmo. Fiquei curioso, afinal, ele tinha bom gosto para filmes (geralmente debatíamos sobre filmes que gostávamos) e lá fui eu locar o "VHSzão" na locadora mais próxima de casa (Ei, em 99 eu não tinha DVD player, você tinha? hehe)

Não pretendo decorrer sobre o filme em sí (até porque eu gostaria que você visse essa obra prima) , mas gostaria de comentar que esse é -sem dúvida- um filme que devería ser obrigatório nas escolas (sejam elas públicas ou privadas), nas universidades, e porque não dizer, nas famílias, e quando digo isso estou não estou pensando apenas na família brasileiras, digo em qualquer família, em qualquer lugar, de qualquer raça, credo, crença e/ou religião.


O que o filme nos mostra em 120 minutos é a síntese de que o ser humano, por maior que seja sua ideologia, é um ser adaptável, e que por muitas das vezes suas ações podem mudar dependendo da sua necessidade -momentânea ou permanente-, e de que a intolerância e o extremismo podem realmente contribuir (e muito) para uma sociedade cada vez mais doente e com valores deturpados. Atrocidades são disfarçadas com discursos ideológicos ditos por poucos, seguidos por muitos, que na grande maioria das vezes sequer parou para analisar o que estavam fazendo.

Vale ressaltar que o filme foi brilhantemente executado pelo
diretor Tony Kaye, usando por diversas vezes o recuso "flashback" (que nada atrapalha o desenrolar e a narrativa do filme), além de nos brindar com uma belíssima fotografia (execução, não necessariamente locações). E para aqueles que gostam de filmes cuja interpretação deve ser um dos fortes da narrativa, aplaudirão de pé a atuação do Edward Norton, que inclusive foi indicado ao o Oscar de melhor ator. (aliás, ele perdeu para quem? alguém saberia me dizer?)
O cara está simplesmente perfeito no papel do skinhead
Derek, emanando seu ódio aos judeus e minorias -negros e imigrantes- que invadiram a bela Venice Beach, California.

Deixo vocês com o trailer oficial do filme (clique aqui para ir ao site oficial), filme que deveria ser incluso em uma lista dos "os melhores filmes que você deve ver antes de morrer".





Abraço a todos!

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Nenhum homem será deixado para trás...


Prezados,

Quando em 2001 Ridley Scott (O Gladiador, Telma e Louise) lançou nos cinemas o filme: Black Hawk Down (Falção Negro em Perigo - 144 minutos / Sony Pictures) acredito eu que ele não poderia prever que esse seria -até hoje- o filme de guerra mais bem executado de todos os tempos. Quando digo bem executado quero dizer que é o filme com cenas de guerra mais bacanas, reais, e viscerais da história do cinema. Você pode discutir o enredo (concordo), você pode discordar do posicionamento dele (pro EUA "descaradamente"), mas não dá pra discutir sobre a qualidade operacional do filme. Você pode até dizer que ele não inovou como Spilberg inovou com a câmera "em 1º pessoa" utilizada no Resgate do Soldado Ryan, mas no BHD Ridley Scott "joga" o telespectador no meio do feroz combate ocorrido nas ruas de Mogadishu (Somália). Deixo claro novamente que BHD está longe de ser o melhor filme de guerra já lançado, mas na minha opinião é um dos mais bem executados e reais.

Ah! O filme ainda ganhou e concorreu a alguns prêmios, a saber:

  • Ganhou 2 Oscars, nas seguintes categorias: Melhor Som e Melhor Edição. Recebeu ainda outras 2 indicações, nas categorias de Melhor Diretor e Melhor Fotografia.
  • Recebeu 3 indicações ao BAFTA, nas seguintes categorias: Melhor Som, Melhor Fotografia e Melhor Edição.
  • Recebeu 2 indicações ao MTV Movie Awards, nas categorias de Melhor Filme e Melhor Sequência de Ação.
  • Recebeu uma indicação ao Prêmio Adoro Cinema 2002, na categoria de Melhor Fotografia.

A sinopse:

Em outubro de 1993, os Estados Unidos enviaram um grande contingente de soldados para a Somália, que estava passando por uma guerra civil na época. O plano do exército americano era enviar tropas para o local a fim de desestabilizar o governo da Somália para poder levar comida e ajuda humanitária para a população faminta. Em uma de suas missões, cerca de 100 soldados são enviados para capturar dois generais somalianos mas a operação, que deveria durar em torno de uma hora, passa por complicações quando dois helicópteros Black Hawk são abatidos por atiradores do exército local. A partir de então tem início um grande conflito entre os soldados americanos e o exército local, que resulta em uma batalha de 15 horas e centenas de mortes.

(www.adorocinema.com)

A operação realizada em Mogadishu foi uma das mais infrutíferas da história dos EUA, causando inclusive uma mudança de postura no treinamento das tropas, além deste "tema" ser até hoje utilizado para treinamento das forças estadunidenses.

Um fator interessante ao ser observado é a mistura entre esquadrões, como os DELTA (mais experientes) e os RANGERS, com muita disposição mas com soldados de pouca idade (médias de 20 anos). Percebe-se um clima ruim entre eles de disputa e em alguns momentos de insubordinação entre os comandos.


Somália (situado no "chifre da áfrica") e a cidade de Mogadishu:

Black Hawk Down em ação (uma das poucas fotos da operação)

Ruas de Mogadishu (uma das poucas fotos da operação)

Avanço dos Black Hawks e dos Little Birds (helicópteros menores para escolta dos BH)

Foto do filme

Filme (DVD) em versão estendida


Trailer do filme:






Vale ressaltar que o filme foi inspirado no livro de mesmo nome! Eu não li, mas já estou em busca da minha cópia, e pra você que não viu e se interessou, deixo aqui 2 links do site Buscapé um com endereço para compra do filme e outro do livro:

LIVRO
FILME

Mais mastigado que isso não dá né? :-D

AH!!! Esqueci de uma curiosidade! José Padilha (diretor do Tropa de Elite) acabou com o tabu de que Brasileiro não sabe fazer filme de ação, mas como? Ele perguntou aos "caveiras" (soldados do BOPE) qual filme mais bem feito sobre combate urbano, e a resposta da maioria foi: Falcão Negro em Perigo, então JP enviou o roteiro para Phil Nielson (coordenador de dublês do FNP, dentre diversos outros filmes) que gostou tanto do roteiro que abdicou das cifras milionárias para fazer o filme, e segundo ele, conhecer o Brasil. Legal né? :-p

Grande abraço a todos e até a próxima!

quinta-feira, 5 de abril de 2007


NOTÍCIAS DE UMA GUERRA PARTICULAR



Domingo passado estava passeando com a patroa no Rio Sul (até que enfim está sendo reformado), quando entrei na Siciliano (ou era Saraiva?) indo em busca dos "300 de Esparta", de Frank Miller, que claro, não encontrei devido ao frisson do filme.

Mas, como lá é a "Disney World" dos amantes de livros e DVD´s, comentei com minha esposa que gostaria de encontar um documentário que já tinha visto na TV umas 3 vezes chamado: "Notícias de uma guerra particular", de Katia Lund e João Moreira Salles.

Quando estava saindo da loja, encontrei, "me espiando", o bendito DVD.


O documentário é um retrato da violência descabida do nosso Rio de Janeiro (quiçá, do Brasil), com flagrantes do cotidiano da cidade, tanto pelos soldados da PM (notadamente do BOPE), quanto dos traficantes, que sempre evocam a "falta de oportunidade da sociedade" para justificar o caminho que seguem.

Não bastasse o EXCELENTE documentário, no DVD 2 (sim, documentário com DVD duplo!) temos diversas entrevistas, e uma -ao meu ver- é a mais arrebatadora e reveladora dos últimos anos.

Hélio Luz (que fora secretário de segurança do estado) solta o verbo e joga a verdade -nua e crua- sobre O QUE É O ESTADO (não o estado do RJ, mas o ESTADO de Direito em que vivemos), sobre qual é o papel da polícia, além de COMO DEVERIA SER a mesma e o porque estamos chafurdando na lama, e qual seriam as possíveis soluções. É arrebatador, é chocante.
Desde que ví TIROS EM COLUMBINE que me tornei um fã incondicional de documentários, e ver uma obra dessa, em produção 100% nacional é constatar que apesar de tudos, muitos não estão "dormindo no ponto" e querem mostrar -e mudar- nossa perspectiva atual, e futura.

Mais que recomendado!